EIA do Projeto de Ligação Desnivelada - Linha de Cascais e Porto de Lisboa

Alcântara - Portugal

REFER, EPE

A realização da Ligação Desnivelada da Linha de Cascais e do Porto de Lisboa à Linha de Cintura, pode justificar-se pelas seguintes razões principais: acabar com o cruzamento de nível entre a linha de caminho-de-ferro para passageiros Lisboa – Cascais, e a linha de caminho-de-ferro de mercadorias que liga o Porto de Lisboa e a Linha de Cintura; estabelecer uma nova ligação da linha de caminho-de-ferro para passageiros Lisboa – Cascais, à parte Norte da cidade de Lisboa, seguindo a Linha de Cintura; acabar com o cruzamento de nível entre a linha de caminho-de-ferro de mercadorias que liga o Porto de Lisboa e a Linha de Cintura e as rodovias Av. Brasília, Av. da Índia, Av. 24 de Julho, Rua Prior do Crato e Largo de Alcântara; melhorar significativamente a fluidez do tráfego rodoviário na zona de Alcântara. O EIA acompanhou a fase de desenvolvimento do Estudo Prévio tendo sido dado todo o dado suporte ambiental ao proponente (REFER) e ao projectista no âmbito do desenvolvimento do Estudo Prévio, alertando para aspetos potencialmente críticos a solucionar com a conceção do projeto, a par do suporte para obtenção de uma DIA favorável condicionada. Nesse sentido o EIA abordou os seguintes descritores ambientais: clima, geologia e geomorfologia, recursos hídricos superficiais, recursos hídricos subterrâneos, flora e fauna, uso atual do solo, ordenamento do território, solos e capacidade de uso do solo, ambiente sonoro, qualidade do ar, socioeconomia, paisagem e património. Foi elaborado um modelo da qualidade do ar, na área de estudo. Ao nível do ruído foi efetuada a definição dos locais, tipologia, dimensões e características das barreiras acústicas a instalar nos emboquilhamentos do túnel, a par da definição da tipologia de painéis na Nova Estação de Alcântara (subterrânea) e no túnel para absorção acústica no interior destes. A DIA Favorável Condicionada foi emitida pelo Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território em março de 2010.

 

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